Nova onda de mísseis iranianos atinge Israel
Já se sabe o nome do sucessor de Ali Larijani
O novo alto responsável é um veterano do regime que ocupou inúmeros cargos de alto nível nas instituições militares, civis e judiciais do Irão.
Paris pede a Israel que não invada território no sul do Líbano
"Instamos as autoridades israelitas a absterem-se de tais operações terrestres, que teriam graves consequências humanitárias e agravariam a já dramática situação no país", disse Jean-Noël Barrot à AFP.
"Quero elogiar as declarações e ações do governo libanês (...) que, esta manhã, tomou a corajosa decisão de expulsar o embaixador iraniano, uma vez que, ao decidir entrar na guerra, o Hezbollah, em apoio ao Irã, arrastou o país, que se recuperava lenta mas seguramente de crises anteriores, para uma guerra", acrescentou.
Primeiro-ministro paquistanês admite estar pronto para mediar negociações
"Mediante a concordância dos EUA e do Irão, o Paquistão está pronto e honrado por acolher e facilitar conversações significativas e conclusivas para uma resolução abrangente do conflito em curso".
Pakistan welcomes and fully supports ongoing efforts to pursue dialogue to end the WAR in Middle East, in the interest of peace and stability in region and beyond. Subject to concurrence by the US and Iran, Pakistan stands ready and honoured to be the host to facilitate…
— Shehbaz Sharif (@CMShehbaz) March 24, 2026
Modi e Trump debatem importância de manter aberto o Estreito de Ormuz
President Donald Trump just spoke with Prime Minister Modi. They discussed the ongoing situation in the Middle East, including the importance of keeping the Strait of Hormuz open.
— Ambassador Sergio Gor (@USAmbIndia) March 24, 2026
Governo admite implementar medidas estruturais devido à guerra no Médio Oriente
O Governo admite que pode ter que implementar medidas estruturais para aliviar o esforço das empresas e famílias caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.
Hezbollah garante que lutará contra qualquer tentativa de ocupação israelita no Líbano
Irão acusa EUA de atingirem infraestruturas energéticas no país
Os Estados Unidos terão atacado infraestruturas energéticas no Irão. A garantia é dada pela República Islâmica, que acusa Donald Trumpo de não estar a respeitar a pausa de cinco dias prometida ontem.
Ataque atinge Telavive. Mísseis iranianos fizeram seis feridos em Israel
O Irão atacou Israel na última noite. Num dos bombardeamentos, o míssil de fragmentação atingiu uma zona residencial de Telavive. Seis pessoas ficaram feridas.
Foto: José Pinto Dias - RTP
A vaga de bombardeamentos do Irão foi testemunhada pelos enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
JD Vance poderá liderar as negociações de paz com Irão no Paquistão
Fontes diplomáticas disseram que os EUA e o Irão podem reunir-se para negociações em Islamabad já esta semana para discutir o fim da guerra , que começou há quase um mês.
Foi enfatizado que Islamabad ainda não foi oficialmente confirmada como sede de quaisquer negociações de paz, algo que nenhuma das partes formalizou até o momento.
Embaixador iraniano no Líbano deve deixar o país nos próximos dias
Israel pede ao Líbano que tome medidas concretas contra o Hezbollah
"Pedimos ao governo libanês que tome medidas concretas e significativas contra o Hezbollah, alguns dos ministros do qual ainda fazem parte do gabinete", disse Saar numa publicação nas redes sociais.
Dentro do governo libanês, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, e o ministro do Trabalho, Mohammad Haidar, são ligados ao Hezbollah.
Presidente filipino declara estado de urgência energética
Segundo o presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., foi constituída uma comissão para garantir a movimentação, o fornecimento, a distribuição e a disponibilidade ordenados de combustível, alimentos, medicamentos, produtos agrícolas e outros bens essenciais.
“A declaração de estado de emergência energética nacional permitirá ao governo implementar medidas eficazes e coordenadas, de acordo com as leis vigentes, para lidar com os riscos decorrentes de interrupções no fornecimento global de energia e na economia nacional”, afirmou.
Ao contrário dos EUA ou da Europa, o Sudeste Asiático depende enormemente do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, rota marítima vital que o Irão está efetivamente a bloquear como forma de pressionar Washington.
Governo francês pediu às refinarias do país para produzirem mais para reduzir o preço dos combustíveis
Ao mesmo tempo o executivo de Paris anunciou medidas específicas para o sector agrícola.
Chefe do Estado-Maior francês lamenta que Estados Unidos sejam "cada vez menos previsíveis"
"A relação continua muito forte, mas infelizmente, após uma retirada do Afeganistão sem qualquer consulta, eles simplesmente decidiram intervir no Médio Oriente sem nos informarem", afirmou Mandon na abertura do Fórum de Estratégia e Defesa de Paris, em declarações citadas pela agência France-Presse.
"Agimos imediatamente, surpreendidos por um aliado americano que continua a ser um aliado, mas que está a tornar-se cada vez menos previsível e que não se preocupa em informar-nos quando decide lançar operações militares", enfatizou o general francês, para acrescentar que "isso tem um impacto na nossa segurança, tem um impacto nos nossos interesses".
A ideia de que os interesses franceses na região estão comprometidos foi, de resto, ecoada pela ministra delegada das Forças Armadas, Alice Rufo: "Devido às consequências da situação, sofremos perdas e feridos".
"Em termos de proteção dos nossos cidadãos, das nossas forças e dos nossos parceiros na região, a coordenação é essencial; é assim que funciona numa aliança", vincou.
"Noite intensa em Israel". Vários bombardeamentos atingem Telavive
Há notícia de pelo menos seis feridos.
Israel propõe-se ocupar "zona de segurança" no sul do Líbano
As Forças de Defesa de Israel estão, segundo o governante, a "manobrar dentro do território libanês para tomar uma linha de defesa avançada", disse Katz em um vídeo divulgado por seu gabinete.
"As cinco pontes sobre o Litani que o Hezbollah usava para contrabandear terroristas e armas foram destruídas e o exército controlará as pontes restantes e a zona de segurança até o Litani", acrescentou.
"As centenas de milhares de moradores do sul do Líbano que foram evacuados para o norte não retornarão ao sul do Rio Litani até que a segurança dos habitantes do norte de Israel esteja garantida", completou.
Ainda de acordo com Israel Katz, o exército está a atuar para assumir o controlo de localidades libanesas próximas da fronteira, que considera "verdadeiros postos avançados terroristas". Segue assim o “modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”.
Clima e ambiente, as vítimas silenciosas da guerra no Médio Oriente
Com pelo menos duas mil vítimas mortais desde o início da guerra (algumas estimativas apontam para quatro mil mortos), o conflito no Golfo Pérsico tem também consequências indiretas. Os bombardeamentos provocaram uma poluição química que contamina o ar, o solo e a água.
Com economias dominadas pelos combustíveis fósseis, o Golfo Pérsico está a sofrer as consequências das suas vantagens geológicas. As refinarias tornaram-se alvos por direito próprio, tal como os petroleiros e os navios mercantes.
Para além das instalações militares, os incidentes dizem respeito a toda uma série de tipos de instalações, com diferentes perfis de poluição, desde hospitais a locais de armazenamento de pneus, passando pela indústria petrolífera.
Dada a variedade de alvos, as consequências podem ser múltiplas: poluição atmosférica, derrames de petróleo, espécies marinhas ameaçadas, saúde humana em perigo, infiltração tóxica nas águas subterrâneas, etc.
O correspondente da RTBF em Teerão usava ele próprio uma máscara durante a sua aparição no telejornal de 8 de março, referindo-se a "uma nuvem tóxica muito, muito espessa".
As fontes de água são também vítimas deste conflito, nomeadamente as instalações de dessalinização que são essenciais numa região árida com uma escassez gritante de água doce.
Esta poluição tóxica coexiste com as emissões de CO2 ligadas ao equipamento militar: aviões, navios, etc.
Já se registaram vários incidentes ao longo das costas do Golfo Pérsico, pondo em perigo zonas marinhas até então preservadas (apesar da guerra do Kuwait em 1991).
Os Estados Unidos deixaram clara a sua intenção de acabar com a frota iraniana. Até agora, os americanos dizem ter atingido ou afundado mais de 90 navios mas, como salienta o Observatório dos Conflitos e do Ambiente, os riscos ambientais vão muito para além do Golfo Pérsico.
O risco de acidentes no mar também aumentou com a interrupção das comunicações entre navios, pelo que o número de colisões poderá aumentar.Duas mil espécies marinhas ameaçadas de extinção
A 12 de março, a Greenpeace na Alemanha manifestou a sua preocupação com as consequências da guerra para o ambiente marinho: "Atualmente, dezenas de petroleiros que transportam milhares de milhões de litros de petróleo estão encalhados no Golfo Pérsico, enquanto são colocadas minas e os mísseis atingem os navios. É uma catástrofe ambiental à espera de acontecer. Um único derrame de petróleo no Golfo poderia causar danos irreparáveis a este frágil habitat marinho, com consequências devastadoras para as pessoas, a vida selvagem e as plantas da região, a juntar ao terrível impacto humano que esta guerra ilegal já causou às comunidades locais."
O problema é tanto mais grave no caso do Golfo Pérsico porque este mar de 251.000 km² está parcialmente fechado. Apenas o Estreito de Ormuz o liga ao Oceano Índico, o que significa que a renovação da água ocorre muito lentamente (entre dois e cinco anos) e que a dispersão dos poluentes será limitada.
Para além disso, o Golfo Pérsico alberga uma fauna especial, incluindo 5.000 a 7.500 dugongos, mamíferos classificados como vulneráveis, e tartarugas-de-pente, criticamente ameaçadas.
A preciosa flora deste golfo também está em perigo. Os recifes de coral, os mangais e as pradarias de ervas marinhas não só fornecem alimento à vida selvagem local, como também são fontes económicas para as populações locais e locais de investigação para os cientistas que estudam as alterações climáticas.
As explosões no mar matam animais e dispersam substâncias químicas em proporções por vezes letais.
Estamos a assistir a um ecocídio?
A 16 de março, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araghchi, denunciou no X o bombardeamento israelita de depósitos de petróleo em Teerão, qualificando-o de ecocídio. No entanto, esta denúncia não impediu que o Irão retaliasse da mesma forma, visando nomeadamente os petroleiros nas águas territoriais iraquianas.
Atualmente, não existe uma lei internacional sobre o ecocídio. Benoît Havet, advogado especializado em direito do ambiente e membro da rede Hearthlaw, recorda, no entanto, "a existência da Convenção ENMOD".
Criada em 1976, esta convenção proíbe "a utilização de técnicas de modificação do ambiente para fins militares ou quaisquer outros fins hostis".
Embora pouco conhecida do grande público, esta convenção tem por objetivo introduzir o reconhecimento jurídico da ligação entre o ambiente e a segurança internacional. Visa, nomeadamente, as utilizações militares ou hostis entre Estados. Os atores não estatais e as utilizações civis estão excluídos.
Poderá este texto servir de base a uma ação penal por ecocídio? Segundo o jurista Benoît Havet, "a técnica de bombardeamento deliberado de instalações petrolíferas em grande escala pode constituir um 'processo suscetível de alterar deliberadamente os processos naturais da Terra, como a modificação do clima' e pode ser considerada como capaz de produzir 'efeitos generalizados, duradouros ou graves sobre a vida humana'.Os termos são exclusivos. Será tudo uma questão de interpretação".
A Bélgica adotou o termo ecocídio no seu Código Penal em 2024. Poderá então processar os Estados ou as instituições pelo crime de ecocídio? Não, segundo Benoît Havet, que insiste que, atualmente, o Estado belga tem "jurisdição sobre as radiações, sobre o que se passa no Mar do Norte e sobre as missões belgas na Antárctida".Os precedentes do Vietname e do Kuwait
Há muitos exemplos de danos ambientais ligados a conflitos. A Guerra do Vietname - e a utilização do agente laranja pelos Estados Unidos - é, sem dúvida, o mais conhecido.
O caso do Kuwait está também bem documentado. O exército iraquiano, derrotado perante a ofensiva da coligação internacional, tinha incendiado mais de 700 poços de petróleo.
Na altura, foram necessários meses para apagar os incêndios. Entretanto, o petróleo era derramado nas águas do Golfo e os habitantes continuavam a respirar ar tóxico.
Sem recursos e sem intervenção externa, o Kuwait não pôde assumir a responsabilidade pela limpeza das zonas afetadas. Os programas criados 20 anos depois estão a fazer progressos, mas a limpeza total da zona é uma utopia.
A proteção do que ainda pode ser protegido promete ser extremamente difícil, tendo em conta o conflito em curso e a limitada capacidade de reação.
O custo ambiental da guerra é imediato e cumulativo. Os conflitos estão a destruir os ecossistemas de hoje e a enfraquecer a capacidade das sociedades para enfrentarem o calor, a seca, as inundações e as perdas de colheitas de amanhã.
Damien Roulette / 21 março 2026 06:09 GMT
"Provas irrefutáveis". Zelensky acusa Rússia de canalizar informações para o Irão
Volodymyr Zelensky acusou Moscovo de fornecer informações de inteligência a Teerão, prolongando assim a guerra no Médio Oriente.
"A Rússia está a utilizar as suas próprias capacidades de inteligência de sinais e inteligência eletrónica, assim como parte dos dados obtidos através da cooperação com parceiros no Médio Oriente", garantiu Volodymyr Zelensky.
Num discurso noturno em vídeo, o líder ucraniano defendeu que "esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser travada, pois só conduz a uma maior desestabilização. Todos os Estados responsáveis têm interesse em garantir a segurança e prevenir problemas maiores".
"Os mercados já estão a reagir negativamente e isto está a complicar significativamente a situação dos combustíveis em muitos países. Ao ajudar o regime iraniano a sobreviver e a atacar com maior precisão, a Rússia está efetivamente a prolongar a guerra", acrescentou.
Na semana passada, o Kremlin rejeitou como "notícias falsas" uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual a Rússia estaria a partilhar imagens de satélite e tecnologia avançada de drones com o Irão.Ataques russos voltam a fazer vítimas
A Ucrânia avançou esta terça-feira que pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em ataques russos durante a madrugada em várias regiões do país, levando Volodymyr Zelensky a pedir “mais proteção para salvar vidas”.
Segundo as autoridades ucranianas, duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em ataques na região de Poltava. Foram também registados danos em edifícios residenciais, um hotel e instalações industriais.
“Ocorreram incêndios, que foram extintos pelos bombeiros”, referiram as autoridades em comunicado, acrescentando que as equipas de resgate estão a trabalhar no local para remover os escombros.
Em Zaporizhia, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em ataques que também provocaram um incêndio num arranha-céus e causaram danos em edifícios vizinhos, informou o serviço de emergência. Outra pessoa morreu na região de Kherson, no sul do país, onde os ataques destruíram um edifício residencial privado.
A Força Aérea ucraniana afirmou na plataforma Telegram que as defesas aéreas do país abateram 365 dos 392 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, assim como 25 dos 34 mísseis.
“Estes números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas dos ataques russos. É importante continuar a apoiar a Ucrânia. É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente”, escreveu o presidente Volodymyr Zelensky na rede social X.
Recovery efforts are underway in our regions following last night’s massive Russian attack. In Zaporizhzhia and Poltava, ordinary apartment buildings were damaged, and fires broke out. Nearly 40 drones were launched against Shostka in the Sumy region. In Slatyne, in the Kharkiv… pic.twitter.com/BMMZshMS67
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 24, 2026
“E é importante que a Europa seja capaz de produzir o número necessário de mísseis de defesa aérea para se proteger contra quaisquer ameaças”, alertou.
c/ agências
Detidas no Irão mais de 460 pessoas acusadas de atividades desestabilizadoras na internet
O Irão introduziu um bloqueio à internet a 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva israelo-americana, quando os bombardeamentos iniciais resultaram na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país durante 36 anos.
Ataques do Irão motivam reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU
"Um conjunto de países tem a intenção de apresentar um projeto de resolução ao Conselho no quadro deste debate urgente", adiantou Pascal Sim, porta-voz do Conselho de Direitos Humanos, durante uma conferência de imprensa em Genebra.
O projeto de resolução a que se referiu Sim aborda "as consequências para os Direitos Humanos do ataque provocado pela República Islâmica do Irão contra Bahrein, Kuwait, Oman, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia".
Por outro lado, o Conselho de Direitos Humanos da ONU recebeu uma carta subscrita por Irão, China e Cuba a pedir um debate urgente "sobre a proteção das crianças e dos estabelecimentos de ensino nos conflitos armados internacionais".
A 28 de fevereiro, no início da ofensiva de israelitas e norte-americanos contra o regime dos ayatollahs, um bombardeamento atingiu uma escola de raparigas em Minab, no sul do Irão. O número de mortos ultrapassou os 150.
Curdistão acusa Irão de ataque mortífero
Em comunicado, denunciam "um ato cobarde de agressão totalmente desprovido de qualquer princípio de boa vizinhança". "Dois ataques distintos" atingiram as quinta e sétima divisões de Infantaria perto de Soran.
Guarda Revolucionária ameaça Israel com ataques "pesados" em apoio a libaneses e palestinianos
"Avisamos o exército criminoso do regime (israelita) de que, se os crimes contra os civis do Líbano e da Palestinia persistirem, serão alvo de ataques pesados com mísseis e drones", declara em comunicado a Guarda Revolucionária.
Seis feridos em ataque com mísseis do Irão contra Israel
- Pelo menos seis pessoas sofreram ferimentos em consequência de uma vaga de mísseis iranianos que atingiu esta terça-feira Telavive;
- Os bombardeamentos tiveram lugar um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter acenado com supostas conversações "produtivas" com o regime iraniano e ter anunciado uma extensão de cinco dias no ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz;
- Teerão nega a existência de quaisquer conversações e o presidente do Parlamento iraniano falou mesmo de "notícias falsas" destinadas a "manipular os mercados financeiro e do petróleo";
- Um bombardeamento israelita a sul de Beirute matou, nas últimas horas, pelo menos duas pessoas, de acordo com o Ministério libanês da Saúde;
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saiu a público para defender que é chegado o momento de encetar negociações para acabar com a guerra no Médio Oriente, assinalando que o quadro energético global é agora "crítico";
- Fontes de Islamade, citadas pelas agências internacionais, adiantam que o Paquistão pode vir a ser palco, ainda esta semana, de conversações diretas para pôr termo ao conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão. Isto na sequência de uma conversa telefónica entre o presidente dos Estados Unidos e o chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, Asim Munir;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirma em simultâneo ter falado com Donald Trump e que a máquia de guerra do Estado hebraico vai continuar a atacar o Irão e o Líbano. O presidente norte-americano, indicou ainda Netanyahu, terá visto uma hipótese de um acordo com Teerão que permita "preservar interesses vitais" dos dois aliados;
- As Forças de Defesa de Israel clamam também ter lançado esta segunda-feira ataques “em larga escala” sobre o Irão, que, por sua vez, retomou o lançamento de mísseis contra alvos nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita. O exército israelita afirmou ter atingido o principal quartel da segurança da Guarda Revolucionária;
- Três semanas depois de um drone de fabrico iraniano ter atingido a base da Força Aérea do Reino Unido de Akroti, em Chipre, o contratorpedeiro britânico HMS Dragon chega ao Mediterrâneo oriental. Espaço de tempo que motivou críticas ao Governo de Keir Starmer;
- A Eslovénia é o primeiro Estado-membro da União Europeia a implementar o racionamento de combustíveis.
Organização israelita denuncia campos de tortura para palestinianos em Israel
A organização israelita B`Tselem denunciou que, paralelamente à guerra contra o Irão, Israel mantém uma rede de campos de tortura nas suas prisões e centros de detenção militar, onde os reclusos palestinianos sofrem abusos e tortura sistemática.
"Mesmo com os ataques dos norte-americanos e israelitas contra o Irão, Israel continua a operar uma rede de campos de tortura para prisioneiros palestinianos, onde ocorrem abusos sistemáticos, incluindo violência física e tortura psicológica, condições desumanas, fome e falta de assistência médica", denunciou a organização não-governamental (ONG) na noite de segunda-feira.
Segundo os dados recolhidos até março, cerca de 9.446 palestinianos estavam detidos em centros de detenção israelitas, segundo dados do Serviço Prisional de Israel (IPS).
Destes, 4.691 (quase 50%) não tinham recebido uma acusação formal, data de julgamento ou acusação, e estavam detidos ao abrigo do que é conhecido como "detenção administrativa".
"Estes campos de tortura fazem parte do ataque planeado e em grande escala de Israel contra a sociedade palestiniana, com o objetivo de desmantelar e destruir os palestinianos como grupo", acrescentou a B`Tselem.
Na segunda-feira, a relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos, Francesca Albanese, apelou a uma investigação e à emissão de mandados de captura contra três ministros israelitas pelo seu papel na tortura de palestinianos. A responsável da ONU descreveu estes atos como uma versão individual do "genocídio" que sofre o povo palestiniano.
Albanese, que fez este apelo perante o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, responsabilizou por estes crimes o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir [responsável pelas detenções e pela polícia], e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
Nos últimos dois anos, pelo menos 84 prisioneiros palestinianos, cujas identidades foram confirmadas, incluindo um menor, morreram sob custódia israelita.
Desde outubro de 2023, este número ronda os 100, de acordo com dados obtidos há quatro meses pela ONG Médicos pelos Direitos Humanos - Israel (PHRI), em muitos casos aparentemente como resultado direto de tortura, negligência médica e privação de alimentos por parte de soldados e funcionários prisionais.
Esta ONG alertou ainda na altura que o número total de mortes nas prisões e centros de detenção militar poderia ser muito maior, dada a impossibilidade de localizar centenas de outras pessoas supostamente detidas em Gaza.
É "improvável" que Irão aceite exigências dos EUA
Vaga de mísseis iranianos destrói edifícios residenciais em Israel
O Irão lançou uma nova vaga de mísseis contra Israel esta terça-feira, segundo as forças armadas israelitas.
O Serviço de Bombeiros e Salvamento de Israel informou que estava à procura de civis presos num prédio em Telavive e descobriu civis num abrigo noutro prédio danificado.
Os ataques acontecem depois de caças israelitas terem levado a cabo uma grande onda de ataques no centro de Teerão na segunda-feira, visando centros de comando e instalações associadas à Guarda Revolucionária e ao Ministério da Inteligência iraniano.
Ataque a gasoduto iraniano sem impacto nas operações
Taiwan pondera retomar energia nuclear face a conflito no Médio Oriente
Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.
A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.
Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os "três fatores-chave" a considerar.
A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.
A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma "pátria livre de energia nuclear", especialmente após o acidente de Fukushima.
O "forte desenvolvimento económico" da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.
O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.
O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.
Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.
Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.
A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.
Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas "Missão Justiça-2025", o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.
Iraque diz que número atualizado de mortos em ataque aéreo dos EUA contra ex-paramilitares sobe para 15
Paquistão posiciona-se como eventual palco de negociações
O mundo está em suspenso por cinco dias na reviravolta dramática de Trump sobre o curso da guerra no Irão. Teerão volta a negar uma e outra vez que o caminho para conversar foi aberto.
ONU avisa que bloqueio no Estrito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo
A ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo para além da segurança energética. Portugal foi um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade para ajudar a reabrir o Estreito. Israel e Israel voltaram aos bombardeamentos.
O também Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas considera que ainda não é possível prever o impacto do que está a acontecer, por exemplo, no Líbano, com um milhão de deslocados por causa da guerra.
Irão. Governo admite novos apoios a famílias e empresas
O Governo português admite intervir com medidas estruturais de apoio às empresas e famílias, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue no tempo.
Paulo Rangel assegura que o Executivo está a monitorizar a evolução da crise com atenção redobrada, preparando terreno para eventuais respostas económicas.
Von der Leyen alerta que Europa atravessa "momento perigoso"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu hoje no parlamento australiano que a Europa atravessa "um momento perigoso" num contexto internacional cada vez mais instável.
"O mundo em que vivemos é brutal, duro e implacável. Parece estar de pernas para o ar", afirmou a dirigente europeia, alertando que muitas das certezas do passado estão a ser postas em causa num cenário marcado por tensões geopolíticas e económicas.
Von der Leyen sublinhou que a distância geográfica já não protege países como a Austrália, devido ao impacto das ameaças globais e ao avanço tecnológico.
"Atores maliciosos podem alcançar as nossas fronteiras sem sair das deles", disse, numa referência a riscos como a desinformação e a ingerência estrangeira.
Neste contexto, destacou a necessidade de reforçar a resiliência coletiva e a cooperação entre aliados, defendendo que a segurança da Europa e da Austrália estão estreitamente ligadas. "Quando estamos lado a lado somos mais fortes", afirmou.
A presidente da Comissão Europeia alertou ainda contra uma dependência excessiva de determinados fornecedores, numa alusão à China, e sublinhou a importância de diversificar as cadeias de abastecimento para proteger a segurança económica e industrial.
Von der Leyen chamou também a atenção para o impacto das alterações climáticas, que disse estarem a devastar comunidades na Europa, apelando a uma ação conjunta para enfrentar os seus efeitos e destacando que a transição energética integra a agenda comum das duas regiões.
As declarações foram feitas durante o segundo dia da visita de três dias à Austrália, ocasião em que a União Europeia e o país assinaram um acordo de comércio livre após quase uma década de negociações.
O pacto eliminará tarifas sobre exportações australianas chave como vinho, marisco e produtos hortícolas, e ampliará o acesso ao mercado europeu para carne de bovino e ovino, laticínios, arroz e açúcar. Também facilitará a entrada de bens industriais australianos sem taxas.
Em paralelo, Bruxelas e Camberra anunciaram uma nova parceria em matéria de segurança e defesa, destinada a reforçar a cooperação em áreas como a indústria militar, a segurança marítima, o ciberespaço e o combate ao terrorismo e à desinformação.
Austrália e UE reforçam cooperação em matéria de defesa
Vão colaborar para "reforçar a cooperação em matéria de segurança marítima, cibersegurança, combate a ameaças híbridas e combate à manipulação de informações e interferências estrangeiras", afirmou a Comissão Europeia em comunicado.
A Austrália e a União Europeia assinaram igualmente um vasto acordo de comércio livre, culminando anos de negociações.
O acordo foi assinado numa cerimónia na capital australiana, Camberra, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
Portugal está disponível para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz
Portugal é um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já confirmou essa postura.
Estes países exigem que o regime iraniano desbloqueie o estreito de Ormuz e dizem estar prontos, se necessário, para participar numa missão para pôr fim ao bloqueio.
Irão nega ataque com mísseis a base militar dos EUA e Reino Unido em Diego Garcia
O Irão negou hoje ter atacado com mísseis uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, classificou, numa mensagem na sua conta na rede social X, como "desinformação de Israel" as acusações sobre a autoria do Irão nesse ataque da semana passada.
Bagaei citou uma notícia da televisão Al Zazira que recolhia declarações do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que afirmou não poder confirmar a declaração de Israel de que os projéteis utilizados fossem mísseis balísticos intercontinentais iranianos.
"Que até o secretário-geral da NATO se recuse a apoiar a desinformação mais recente de Israel, é muito significativo: o mundo está completamente farto destas histórias desacreditadas de `falsa bandeira`", escreveu o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros.
Dois mísseis balísticos de alcance intermédio foram disparados na sexta-feira passada contra Diego García, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu o alvo, segundo adiantou o jornal Wall Street Journal.
No sábado, o Ministério britânico da Defesa condenou os ataques iranianos "perigosos", recordando que o Governo do Reino Unido autorizou apenas os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para operações defensivas específicas e limitadas no atual conflito.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abás Araqchí, o facto de o Reino Unido permitir o uso das suas bases equivale a "participar na agressão", pelo que exigiu a Londres que cesse qualquer cooperação com Washington.
A base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido em Diego García está situada no Arquipélago de Chagos, com uma posição estratégica no centro do Oceano Índico.
Conhecida como `Camp Justice` (embora tenha sido renomeada `Camp Thunder Cove` em 2006), aquela base militar conta com pistas de aterragem de 3.600 metros, capazes de receber B-52, B-1 e B-2 e aviões de carga como o C-17 Globemaster, assim como com um porto perfeito para grandes navios de guerra e porta-aviões.